Primeira vereadora trans de Niterói conta rotina de ameaças de morte e vida reclusa

 Primeira vereadora trans de Niterói conta rotina de ameaças de morte e vida reclusa

Cerca de 140 pessoas trans foram assassinadas no Brasil em 2021, segundo um dossiê que será entregue nesta sexta-feira, véspera do Dia Nacional da Visibilidade Trans no país, à Organização Pan-Americana de Saúde (Opas/OMS), em Brasília. Este número pode ser maior já que, por falta de monitoramento oficial, o documento foi produzido de forma independente, com o apoio da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA). A primeira vereadora trans de Niterói, Benny Briolly, 30 anos, teme entrar para as estatísticas se as autoridades não avançarem nas investigações sobre as ameaças de morte recebidas desde que assumiu o mandato, no início de 2021.

Benny Briolly foi a quinta mais votada para ocupar uma vaga na Câmara de Niterói, eleita com 4.458 votos. A posição de destaque e firmeza para tratar assuntos com recorte de raça, gênero e classe, além de pauta de mulheres, LGBTQI+, antirracista, de negros e negras a tornou alvo de criminosos nas redes sociais.