Brasileirão: Confira todos os técnicos demitidos na temporada 2025

Dos 20 clubes do Brasileirão, 12 deles já trocaram seus técnicos com 31 rodadas: Fluminense, Santos, Grêmio, Corinthians, Vasco, Sport, Juventude, São Paulo, Vitória, Atlético-MG, Internacional e Red Bull Bragantino. No total, houve 21 mudanças de treinadores, superando o número do ano passado.
No Brasileirão de 2024, foram 20 trocas de técnicos em 38 rodadas. A quantidade alta de demissões impressionou até mesmo o espanhol Pep Guardiola, treinador do Manchester City, da Inglaterra.
“É impossível. No meu primeiro ano no City, eu não ganhei. Se tivessem me demitido, não teríamos vivido esses 8, 9 anos como vivemos. Os clubes precisam entender que, quando vivem uma temporada com 3 ou 4 treinadores, o problema é quem escolheu esses treinadores. Então, deveriam demitir os dirigentes”, disse Guardiola, em 2024, para a TNT Sports.
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Veja a seguir a lista completa dos técnicos demitidos do Brasileirão de 2025:
1º turno
Pepa – Sport
O técnico Pepa foi demitido do Sport após a derrota para o Fluminense por 2 a 1, pela sétima rodada. O treinador deixou o Leão da Ilha na lanterna, com apenas dois pontos. O português chegou ao clube pernambucano em setembro do ano passado, ainda na Série B.
Ao todo, Pepa comandou o Sport em 45 jogos, com 21 vitórias, 10 empates e 14 derrotas, para um aproveitamento de 55,5%. O português António Oliveira se tornou o técnico.
Fábio Carille – Vasco
Alvo de críticas da torcida, Fábio Carille foi demitido do Vasco após a derrota para o Cruzeiro por 1 a 0. O presidente Pedrinho assumiu a responsabilidade pelo momento ruim do clube carioca.
“Primeiro quero falar que toda responsabilidade é minha, do trabalho que está sendo feito dentro do Vasco. Comunico que aconteceu agora o desligamento do Carille. Para deixar muito claro que, quando a gente faz uma demissão, parece que estamos transferindo toda a responsabilidade para o treinador, e essa responsabilidade é minha. Foi o que conversei com o Carille”, explicou Pedrinho.
Fernando Diniz, que estava sem clube desde que deixou o Cruzeiro, assumiu.
Ramón Díaz – Corinthians

O argentino Ramón Díaz foi demitido do Corinthians após a derrota em plena Neo Química Arena para o Fluminense por 2 a 0. O técnico não resistiu a queda de rendimento depois do título do Campeonato Paulista.
Logo após o último jogo, Díaz foi alvo de críticas do atacante holandês Memphis Depay. “Se olharmos como às vezes estamos posicionados, como o time é tão aberto, como as linhas entre nós são como 50 metros, na minha opinião, isso não é futebol. E então você não pode continuar a alta intensidade de 90 minutos se você não estiver junto como um time. E temos que estudar o jogo se quisermos crescer”, disse.
Dorival Júnior fechou contrato com o Corinthians até o final de 2026.
Gustavo Quinteros – Grêmio
O técnico Gustavo Quinteros foi dispensado do Grêmio depois da derrota por 4 a 1 para o Mirassol, pela quarta rodada. No início do Brasileirão, o Tricolor gaúcho teve apenas uma vitória e outras três derrotas em quatro jogos. O treinador deixou a equipe na 17ª posição, dentro da zona de rebaixamento.
Após ser comandado pelo auxiliar James Freitas no clássico contra o Internacional, o Grêmio fechou com Mano Menezes.
Pedro Caixinha – Santos
O técnico Pedro Caixinha foi demitido do Santos depois da derrota para o Fluminense por 1 a 0. Em três jogos no Brasileirão, o time paulista somou apenas um ponto – no empate em 2 a 2 com o Bahia.
Contratado no início da temporada, Caixinha trabalhou no Santos por 16 partidas, com seis vitórias, três empates e sete derrotas. O desempenho, principalmente no início do Brasileirão, não agradou a diretoria.
Para o lugar do português, o Santos tentou as contratações de Dorival Júnior, Tite e Luis Castro, mas sem sucesso. O argentino Jorge Sampaoli chegou a abrir conversas, mas também não deve fechar. Quem acertou foi Cleber Xavier, ex-auxiliar de Tite.
Mano Menezes – Fluminense

Mano Menezes iniciou o Brasileirão na berlinda e foi demitido logo após a derrota do Fluminense na primeira rodada para o Fortaleza por 2 a 0. Além dele, os auxiliares Sidnei Lobo e Thiago Kosloski, ex-treinador do Coritiba, também saíram.
Após a saída de Mano, o Fluminense ganhou cinco jogos seguidos. O interino Marcão venceu o jogo de estreia da Sul-Americana contra o Once Caldas. E Renato Portaluppi, técnico escolhido para a temporada, teve bom início com vitórias diante do San José, da Bolívia, na competição internacional, e de Red Bull Bragantino, Santos e Corinthians, no Brasileirão.
Fábio Matias – Juventude
O Juventude demitiu o técnico Fábio Matias após somente oito rodadas do Brasileirão. O treinador saiu após a goleada sofrida para o Fortaleza por 5 a 0 e uma sequência de cinco jogos sem ganhar – quatro derrotas e um empate.
A diretoria da equipe gaúcha trouxe Cláudio Tencati, que estava no Atlético-GO na Série B.
António Oliveira – Sport
O Sport se tornou o primeiro time do Brasileirão a demitir dois técnicos. O português António Oliveira ficou apenas quatro jogos e sai com três empates e uma derrota. O Rubro-Negro pernambucano é o lanterna do Campeonato Brasileiro.
Sob o comando de António Oliveira, o Sport foi goleado pelo Cruzeiro, em plena Ilha do Retiro, por 4 a 0 e perdeu fora de casa para o Ceará por 2 a 0. O único ponto foi no empate em casa em 1 a 1 com o Internacional. E a despedida foi com a derrota fora de casa para o Mirassol por 2 a 1.
Daniel Paulista, que estava no Remo na Série B, virou o novo técnico.
Luis Zubeldia – São Paulo
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O São Paulo anunciou a saída do técnico Luis Zubeldia no período em que o calendário está paralisado para a Copa do Mundo de clubes. O Tricolor informou que a saída ocorreu “após conversas respeitosas e amigáveis”.
Zubeldia comandou o São Paulo em 85 jogos, com 38 vitórias, 27 empates e 20 derrotas. O técnico saiu com o Tricolor paulista nas oitavas de final da Libertadores e da Copa do Brasil, mas com uma campanha irregular no Campeonato Brasileiro.
O argentino Hernán Crespo, que comandou o São Paulo em 2021, assumiu no lugar.
Thiago Carpini – Vitória
O técnico Thiago Carpini foi demitido do Vitória depois da eliminação nas quartas de final para o Confiança por 1 a 0. O treinador foi demitido com 48% de aproveitamento e a classificação do Rubro-Negro baiano para a Sul-Americana deste ano.
Ano passado a gente estava muito mal no Brasileiro, e a chegada de Carpini nos ajudou, junto com outras chegadas. Mas a vida é feita de ciclos, e esse ciclo chegou ao fim. Carpini não é mais treinador do Vitória.
Juan Pablo Vojvoda – Fortaleza
Na zona de rebaixamento, o Fortaleza demitiu o técnico Juan Pablo Vojvoda. O treinador argentino ficou quatro anos no comando do Leão do Pici e foi tricampeão cearense (2021, 2022 e 2023) e bicampeão da Copa do Nordeste (2022 e 2024), além do vice na Sul-Americana de 2023.
“Você se despede como o técnico com mais jogos da história do Fortaleza. Mais de 300 partidas à frente do Leão junto com a sua comissão. Esse ciclo se encerra, mas você será eterno em nossa história”, publicou o Fortaleza.
Cláudio Tencati – Juventude
O Juventude anunciou a demissão do técnico Cláudio Tencati após a derrota fora de casa para o Bahia por 3 a 0. O treinador a equipe gaúcha com apenas uma vitória, um empate e cinco derrotas.
“Não se vê evolução, ou vê pouca evolução do que a gente esperava. A gente não está conseguindo fazer a entrega que a gente sempre fez nos últimos anos”, lamentou o presidente Fábio Pizzamiglio.
2º turno
Cléber Xavier – Santos

Após a goleada sofrida para o Vasco por 6 a 0, no Morumbi, o Santos anunciou a demissão do técnico Cléber Xavier. O treinador deixa o clube depois de 15 jogos, com cinco vitórias, quatro empates e seis derrotas.
“O Santos FC comunica a saída do técnico Cléber Xavier. O Clube agradece os serviços prestados e deseja sorte na sequência da carreira”.
O restante da comissão técnica de Cléber Xavier permanece no Santos: os auxiliares Matheus Bachi, filho de Tite, e Vinicius Marques e o preparador físico Fábio Mahseredjian. O novo técnico é Juan Pablo Vojvoda.
Fábio Carille – Vitória
O Vitória anunciou a saída do técnico Fábio Carille depois da goleada sofrida para o Flamengo por 8 a 0, no Maracanã. “O Esporte Clube Vitória anuncia a demissão do treinador Fábio Carille. Agradecemos pelo profissionalismo e desejamos sorte no prosseguimento da sua carreira”.
Carille ficou apenas nove jogos no comando do Vitória, com uma vitória, cinco empates e três empates, aproveitamento de 29,6%. O treinador deixa o Rubro-Negro na zona de rebaixamento para a Série B.
Cuca – Atlético-MG
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O técnico Cuca saiu do comando do Atlético-MG logo após a derrota no clássico para o Cruzeiro por 2 a 0, pelo jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil. O treinador se reuniu com a diretoria pouco depois de receber alta do hospital por conta de uma cirurgia no ombro.
Entendo a demissão. Acho que ela se justifica pelos últimos resultados no Campeonato Brasileiro. Infelizmente, perdemos jogadores importantíssimos que nos fizeram muita falta.
Cuca comandou o Atlético-MG em 45 partidas oficiais, com 22 vitórias, 11 empates e 12 derrotas. Ele ainda em dois jogos amistosos na Flórida, nos Estados Unidos, contra Cruzeiro e Orlando City.
Renato Paiva – Fortaleza
Contratado para o lugar de Juan Pablo Vojvoda, o português Renato Paiva vinha de um bom desempenho na Copa do Mundo de Clubes com o Botafogo, mas não repetiu o mesmo desempenho no Fortaleza. Foram apenas dez jogos, com uma vitória, três empates e seis derrotas.
Não parece que coletivamente o problema seja o treinador. Não parece que a equipe se arrasta em campo. Não parece que a equipe não cria oportunidades. Não parece que a equipe seja goleada, apesar de que há problemas e um deles é não defender bem. Não me parece que o problema seja o treinador.
Na curta passagem pelo Fortaleza, Paiva ficou marcado por afastar cinco jogadores do elenco, entre eles o atacante Deyverson. Após a saída do jogador, todos voltaram para o grupo e agora são comandados pelo argentino Martín Palermo.
Roger Machado – Internacional
O Internacional demitiu o técnico Roger Machado após a derrota em casa no clássico para o Grêmio por 3 a 2. O treinador ficou um ano e dois meses no Beira-Rio e conquistou o título do Campeonato Gaúcho deste ano justamente contra o maior rival.
Roger Machado vinha sob forte pressão após as quedas nas oitavas de final da Libertadores e da Copa do Brasil para Flamengo e Fluminense, respectivamente. O técnico se despediu com o Colorado apenas em 13º lugar, com 27 pontos.
Para o lugar de Roger, o Internacional chegou a negociar com Luís Zubeldía, ex-São Paulo, mas acertou com o experiente Ramón Díaz, ex-Corinthians.
Renato Gaúcho – Fluminense

Melhor brasileiro na Copa do Mundo de Clubes, o Fluminense não repetiu o mesmo desempenho na volta para o Brasil e caiu nas quartas de final da Sul-Americana para o Lanús. O técnico Renato Gaúcho pediu demissão depois da eliminação em pleno Maracanã.
Sempre procurei fazer o melhor possível pelo clube, em todos os sentidos, em todas as competições. Infelizmente nós saímos hoje de uma competição, mas estamos muito bem no Campeonato Brasileiro e muito bem na Copa do Brasil. Se o Fluminense estivesse mal no Brasileiro, eu não estaria saindo. Como o Fluminense está bem, vou sair para descansar a cabeça e deixar alguns gênios da internet continuarem falando de futebol, já que entendem para caramba.
O Fluminense segue afastado das primeiras colocações do Campeonato Brasileiro, mas está nas semifinais da Copa do Brasil contra o rival Vasco.
Fernando Seabra – Red Bull Bragantino
O Red Bull Bragantino anunciou a demissão do técnico Fernando Seabra por conta da queda rendimento após a parada para a Copa do Mundo de Clubes. O clube de Bragança Paulista ganhou somente três dos últimos 20 jogos com o treinador e se aproximou da zona de rebaixamento.
Seabra encerrou o trabalho após 56 jogos, com 18 vitórias, 14 empates e 24 derrotas. O Massa Bruta contratou Vagner Mancini, que tinha sido demitido dias antes do Goiás.
Daniel Paulista – Sport
Praticamente rebaixado para a Série B, o Sport demitiu o técnico Daniel Paulista, que tinha saído do Remo para trabalhar na Série A. O treinador teve apenas duas vitórias em 19 jogos, além de nove empates e oito derrotas.
Antes mesmo da saída, Daniel Paulista já dava indícios de uma relação desgastada com a diretoria. “O Sport já precisa começar a pensar em 2026. A partir de agora, precisa dar esse passo. Se ele não quiser cometer os mesmos erros que cometeu esse ano, para que isso se sirva pelo menos de aprendizado”.
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