Em crise e sem técnico, Coritiba recorre a ídolo para missão decisiva no Brasileirão

Ainda em busca de um novo treinador, o Coritiba recorre a um dos grandes ídolos de sua história para atravessar a crise vivida neste Brasileirão. O ex-zagueiro e volante Reginaldo Nascimento, dono de 338 jogos pelo clube, participa da preparação da equipe para o confronto direto com o Vitória.
Coordenador técnico desde abril de 2025, Nascimento integra o grupo responsável pelos trabalhos ao lado dos auxiliares permanentes Guila Bossle e William Matheus. A movimentação ocorre após a demissão de Fernando Seabra, determinada depois de sete partidas sem vitória no Brasileirão.
A participação do trio de auxiliares não significa que eles serão mantidos no comando do time até o final da competição. A diretoria continua no mercado, enquanto a comissão permanente prepara o time para o jogo de sábado (31), às 16h, no Couto Pereira. No entanto, um resultado positivo contra o Vitória, e o fim da ameaça de queda, podem até mesmo mudar este cenário.
Reginaldo Nascimento retornou ao Coritiba para ser elo nos bastidores
Reginaldo Nascimento foi contratado como coordenador técnico para atuar como ligação entre diretoria, comissão e jogadores. A escolha também representou uma tentativa de recuperar a identificação do futebol com a história do clube.
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Sétimo atleta com mais partidas pelo Coxa, ele já havia exercido uma função semelhante como auxiliar de Thiago Kosloski, em 2023. Naquele período, conversava com jogadores recém-chegados sobre o peso da camisa alviverde e a importância de confrontos como o Atletiba.
“O torcedor do Coritiba ainda está carente de ídolos. Talvez isso seja um dos maiores problemas, porque as pessoas precisam se sentir identificadas com o clube, isso tem se perdido”
— Reginaldo Nascimento, em entrevista ao UmDois em março de 2025.
Ídolo já havia alertado a SAF do Coritiba
Antes de retornar ao Alto da Glória, Nascimento criticou algumas escolhas realizadas durante a implantação da SAF. Para o ex-jogador, faltaram profissionais que conhecessem melhor o futebol e tivessem identificação com o clube no período de transição para a nova gestão.
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“Talvez o problema não seja a SAF em si. Talvez o problema sejam as pessoas que estão abaixo da SAF. Eu acho que, no mínimo, você tem que entender de futebol para as coisas funcionarem”, declarou na ocasião.
Agora, o ídolo participa diretamente de um dos momentos mais delicados da temporada. O Coritiba tenta encerrar um jejum de sete jogos e conter a aproximação da zona de rebaixamento justamente diante de um concorrente direto na tabela.
Enquanto o Coxa está na 12ª posição, com 39 pontos, o Vitória aparecem em 14º, com 38 pontos. Neste momento, quem abre a zona de rebaixamento é o Grêmio, com 34.