Cria do Paraná, Thiago Neves inicia carreira de treinador em clube brasileiro

 Cria do Paraná, Thiago Neves inicia carreira de treinador em clube brasileiro

Revelado nas categorias de base do Paraná Clube, o ex-meia Thiago Neves foi anunciado, nesta segunda-feira (16), como treinador da equipe Sub-20 do Bangu.

O início na nova função representa o retorno do ex-jogador ao futebol após pendurar as chuteiras no final de 2021, com a camisa do Sport. “Ex-meia da seleção brasileira, ele inicia em Moça Bonita sua primeira experiência como treinador. Bem=vindo ao Banguzão, Thiago!”, escreveu o clube carioca nas redes sociais.

Thiago Neves surgiu bem para o futebol nacional com a camisa do Tricolor. Em 2005, ele fez 29 partidas e marcou três gols com a camisa paranista, em época em que o clube disputava a Série A do Brasileirão. Na sequência, foi emprestado ao futebol japonês, para o Vegalta Sendai, antes de acertar com o Fluminense em 2007.

Foi com a camisa do Flu que o meia se destacou nacionalmente. Naquela temporada, foram 50 partidas, 15 gols e cinco assistências. Em 2008, ele se firmou como titular, fez mais 32 jogos, com 16 gols e uma assistência.

No exterior, o jogador somou passagens por Hamburgo, da Alemanha; Al-Hilal, da Arábia Saudita; e Al Jazira, dos Emirados Árabes. Já no Brasil, defendeu Flamengo, novamente o Fluminense, Cruzeiro, Grêmio e, finalmente, o Sport, nas temporadas 2020 e 2021.

Venda de Thiago Neves endividou o Paraná Clube

O imbróglio do caso Thiago Neves começou em 2003, na gestão Ênio Ribeiro, quando o Paraná perdeu 50% dos direitos econômicos do atleta por causa de um acordo com a LA Sports, empresa que fornecia comida para as categorias de base do clube. Em troca do serviço, a empresa ficou com metade dos direitos de cinco atletas da base, dentre eles, Thiago Neves.

Primeira venda

Em 2006, o Paraná vendeu 30% para empresa Systema, do empresário Léo Rabello, por cerca de US$ 200 mil. A LA Sports, de Luis Alberto de Oliveira, fez o mesmo.

Novo negócio

Na sequência, o clube ainda vendeu os seus 20% dos direitos econômicos restantes por R$ 480 mil, ficando assim 32% para a LA Sports e 68% para a Systema.

Saída para o Fluminense

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Thiago Neves explodiu no Flu. Foto: IconSport

O jogador estourou no Fluminense em 2007 e chegou a assinar um pré-contrato com o Palmeiras, mas ainda tinha vínculo com o Paraná. Assim, Rabello depositou os R$ 2,3 milhões da multa rescisória em juízo e o meia ficou no time carioca. Porém, o Tricolor não tinha direito a mais nada.

Justiça

Em 2008, sob a gestão do ex-presidente Aurival Correia, foi pago para a LA Sports a parcela referente aos 32% a que empresa tinha direito, o correspondente a R$ 640 mil. O problema é que o R$ 1,36 milhão dos 68% da Systema foi sacado e utilizado para outros fins, o que gerou o processo na Justiça.

Derrota

O clube tentou na justiça conseguir de volta os 60% dos direitos econômicos e perdeu.

Acordo

Um acordo foi feito na gestão de Rubens Bohlen, em 2012. A dívida com Léo Rabello, que já estava em R$ 27 milhões foi reduzida para R$ 10 milhões.

Tarumã

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Ex-sede do Paraná no Tarumã. Foto: Arquivo/UmDois

Com a venda via leilão da sede do Tarumã por R$ 30 milhões, em 2013, cerca de R$ 3 milhões foram pagos, mas as parcelas seguintes não foram honradas e a dívida voltou ao valor total de R$ 36 milhões, que chegou a R$ 40 milhões.

Acordo final com Léo Rabello

Em 2017, a diretoria do presidente Leonardo Oliveira comemorou um acordo para a quitação da dívida com Rabello. O clube renegociou o débito para R$ 4,5 milhões e quitou o passivo com apoio financeiro do empresário Carlos Werner.

Em troca do pagamento feito por Werner que, no total, chegou a ter um crédito de R$ 28 milhões com o Paraná, em 2019 o clube, após cobranças judiciais feitas pelo seu parceiro, perdeu a propriedade do CT Ninho da Gralha para Werner.

LA Sports processa o Paraná

Em junho de 2025, o Tricolor teve de encarar um novo problema milionário referente à saída do meia Thiago Neves para o Fluminense, ocorrida em 2007, desta vez em ação promovida pelo empresário Luis Alberto de Oliveira, da empresa LA Sports.  

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