Grupo IMNE promove campanha de higienização das mãos como aliada contra infecções

 Grupo IMNE promove campanha de higienização das mãos como aliada contra infecções

Colaboradores do IMNE se reúnem no auditório do Hospital Dr. Beda

Uma programação voltada à conscientização sobre a importância da higienização das mãos reuniu colaboradores do Grupo IMNE no auditório do Hospital Dr. Beda, em Campos dos Goytacazes. Promovido pelo Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH), o evento marcou o Dia Mundial da Higienização das Mãos, celebrado em 5 de maio, e integra uma série de ações que também se estendem ao público externo, com atividades educativas junto a usuários e à população ao longo dos próximos dois dias.

A iniciativa reforça uma das medidas mais simples, acessíveis e eficazes na prevenção de infecções. De acordo com os organizadores, a higienização correta das mãos pode reduzir significativamente a incidência de infecções, tanto no ambiente hospitalar quanto na comunidade. Estimativas apontam que até 50% das infecções podem ser evitadas com o uso adequado de água e sabão ou álcool em gel, prática considerada essencial para a segurança do paciente e dos próprios profissionais de saúde.

Enfermeira do SCIH Roberta Lastorina

Durante o evento, os colaboradores participaram de treinamentos e atividades interativas, com uso de metodologias ativas e gamificação para facilitar a assimilação do conteúdo. A proposta foi tornar o aprendizado mais dinâmico e efetivo, estimulando não apenas a execução mecânica dos protocolos, mas a compreensão do papel essencial de cada profissional na cadeia de prevenção de infecções. A programação incluiu dinâmicas educativas, simulações e momentos de integração entre equipes de diferentes setores do hospital.

Dinâmicas e games como forma de treinamento de equipes multiprofissionais do Beda

A enfermeira do SCIH, Roberta Lastorina, destacou que a higienização das mãos faz parte de uma rotina permanente dentro da instituição, com campanhas realizadas ao longo de todo o ano. Segundo ela, a prática deve ser encarada como um compromisso coletivo e contínuo. “Todos os profissionais — da assistência, da farmácia, da limpeza e da área administrativa — são responsáveis pela segurança do paciente e devem atuar como verdadeiros guardiões da saúde”, afirmou.

Além da higienização, o evento também trouxe à discussão o uso consciente de antimicrobianos, tema que vem ganhando relevância no cenário da saúde global. A proposta é conscientizar profissionais e população sobre os riscos do uso indiscriminado de antibióticos, prática ainda comum, especialmente em casos de doenças virais, como gripes e resfriados.

A médica infectologista Andréya Moreira durante palestra

Segundo os especialistas, o uso inadequado desses medicamentos contribui diretamente para o aumento da resistência bacteriana, um dos maiores desafios da medicina contemporânea. Quando utilizados sem indicação adequada, os antibióticos podem perder sua eficácia ao longo do tempo, dificultando tratamentos futuros e exigindo terapias mais complexas, muitas vezes com necessidade de internação e uso de medicações venosas.

A equipe do SCIH destacou que essa conscientização precisa começar no cotidiano, inclusive fora do ambiente hospitalar. Situações comuns, como o uso de antibióticos para tratar dor de garganta no início de quadros virais ou inflamações simples, ainda são frequentes e devem ser evitadas. A orientação é que o uso desses medicamentos seja sempre feito com prescrição e acompanhamento médico.

Ação externa no Hospital Dr. Beda sobre conscietização da limpeza das mãos

A médica infectologista Andréya Moreira reforçou que a higienização das mãos deve ser uma prática permanente e não apenas associada a períodos de maior incidência de doenças. “Estamos vivendo uma sazonalidade de quadros virais, como gripes, resfriados, Covid-19 e influenza, mas essa atenção precisa ser mantida ao longo de todo o ano. A higienização correta das mãos é uma das principais formas de interromper a cadeia de transmissão de infecções”, explicou.

Ela também destacou que, além da lavagem adequada das mãos, outros cuidados simples contribuem para a prevenção, como evitar a transmissão de gotículas respiratórias e manter hábitos de higiene no dia a dia. “Se não for possível lavar as mãos naquele momento, o uso do álcool em gel é uma alternativa prática e eficaz, seja para profissionais de saúde, estudantes ou para a população em geral”, orientou.

Outro ponto enfatizado durante o evento foi o avanço das chamadas bactérias resistentes, consideradas pelos especialistas como “inimigos invisíveis”. Essas cepas podem surgir tanto em ambientes hospitalares quanto na comunidade, muitas vezes associadas ao uso inadequado de antimicrobianos. O cenário preocupa autoridades de saúde em todo o mundo.

Auditório do Hospital Dr. Beda

Estudos internacionais indicam que, até 2050, as mortes causadas por infecções resistentes a antimicrobianos podem superar aquelas provocadas por doenças cardiovasculares, caso não haja mudanças significativas no comportamento de prescrição e uso desses medicamentos. Diante disso, ações educativas como as promovidas pelo SCIH ganham ainda mais relevância.

Ao unir capacitação interna e ações voltadas à comunidade, o evento busca fortalecer a cultura de prevenção e segurança, ampliando o alcance de uma prática essencial para a saúde coletiva. A expectativa é que o conhecimento compartilhado durante a programação se reflita em mudanças efetivas de comportamento, contribuindo para a redução de infecções e para a promoção de um ambiente mais seguro dentro e fora do hospital.

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