Secretaria de Meio Ambiente de SFI monitora foz do Rio Paraíba do Sul, em Gargaú

 Secretaria de Meio Ambiente de SFI monitora foz do Rio Paraíba do Sul, em Gargaú

Foz do Rio Paraíba do Sul, em Gargaú – Reprodução

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente de São Francisco de Itabapoana acompanha de forma contínua a instabilidade observada na foz do Rio Paraíba do Sul, especialmente na região de Gargaú. Segundo a secretária Luciana Soffiati, o fenômeno não representa uma mudança definitiva da saída do rio, mas uma reconfiguração natural do sistema entre o curso fluvial e o ambiente costeiro. O assunto é tema na reportagem do J3News, “Mar avança e desloca foz do Paraíba do Sul” (leia aqui).

“Do ponto de vista técnico, não se trata de um deslocamento simples da foz, e sim de uma reorganização morfodinâmica típica de ambientes estuarinos, onde a posição do canal e a abertura da barra variam conforme o equilíbrio entre a força do rio e a ação do mar”, explica.

De acordo com a secretária, a redução da vazão do Paraíba do Sul, principalmente nos períodos de estiagem, tem intensificado o processo de assoreamento e dificultado a manutenção de uma saída estável para o oceano. “Com menos água, o rio perde capacidade de manter o canal aberto, enquanto ondas e correntes costeiras passam a atuar com mais força, favorecendo a formação e a migração de bancos de areia”, afirma.

Secretaria de Meio Ambiente de SFI, Luciana Soffiati (Divulgação)

Esse cenário, segundo Luciana Soffiati, ajuda a explicar a percepção de que o canal principal estaria favorecendo áreas mais ao norte. “Quando a vazão diminui, o rio tende a buscar trajetos de menor resistência, o que pode provocar redirecionamentos temporários do canal”, pontua.

A secretária destaca que o município realiza monitoramento técnico permanente da dinâmica costeira em Gargaú, com atenção especial à evolução dos bancos arenosos. “Essas feições são muito ativas e influenciam diretamente a abertura e o fechamento dos canais, a circulação costeira e a estabilidade da linha de costa”, ressalta.

Segundo ela, caso se mantenha o cenário de vazões baixas e maior irregularidade hidrológica, a tendência é de continuidade da instabilidade. “Por isso, a gestão ambiental precisa ser preventiva, baseada em acompanhamento sistemático, observações de campo e integração com dados hidrológicos e ambientais”, conclui.

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